Empresa solidária = Comunidade ativa
As imagens acima são resultado de uma parceria bem-sucedida entre empresa e artesanato. Feitas por gente simples e talentosa, as peças ganham refinamento e conquistam consumidores exigentes graças à orientação de designer, que valoriza os saberes do artesão e resgata suas técnicas.
No intuito de possibilitar fonte alternativa de renda e recuperar a técnica de crochê, moradores do bairro de Itinga em Lauro de Freitas estão participando de um treinamento de técnicas novas de crochê com a monitora, consultora a artesã Áurea Paiva, a expectativa é que em pouco tempo as mulheres estarão fazendo peças em escalda de produção para atender ao mercado de moda.
A palavra “crochê” vem do vocábulo “croc” que significa “gancho”. É quase impossível determinar ao certo a origem do crochê porque restaram pouquíssimas amostras antigas. No entanto, se sabe que a técnica do crochê foi mundialmente divulgada tendo sido encontrados vestígios desta arte na China, Turquia, África, Europa e nas Américas. Os chineses faziam gorros, os turcos chapéus e os escoceses gorros e capas pesadas para se proteger do frio. Nos Estados Unidos da América, devido à escassez de lã, os pioneiros aproveitavam sobras de lã usada para fazer medalhões multicoloridos. Os quadrados crochetados eram depois unidos (como patchwork) para formar mantas, tapetes, colchas, cobertores etc. Este tipo de crochê a que se chamou de “granny squares” (quadrados da vovó) continua muito popular nos tempos que correm.
A proposta da parceria entre o Grupo Aquários e a Comunidade de Itinga além de resgatar valores pouco divulgados, é levar até essa comunidade novas formas de trabalho e fonte de renda, mantendo assim a harmonia entre o social e o comercial.
“Para nós, aparentes pequenos gestos é que mostram a preocupação com um amanhã, destaca Mara Danúzia – Grupo Aquários.




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